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Aula de inglês para estudantes de medicina acontece na próxima segunda

Na próxima segunda-feira (3), acontece mais uma aula experimental de inglês para jovens médicos. O curso é destinado aos acadêmicos que planejam ingressar em estágios, residências médicas ou fellowships no exterior e que procuram aprimorar seu inglês médico.

Com entrada franca e vagas limitadas, a aula contará com diversas atividades entre discussões e apresentações de casos clínicos e palestras. Para mais informações e inscrições entre em contato pelo e-mail judithvscliar@gmail.com ou pelo telefone (51) 3331-5423.

Confira a programação:

  • Discussão de um caso clínico (anamnese, exame físico, hipóteses diagnósticas, elaboração do prontuário).
  • Apresentação de um caso clínico por parte de um residente da Medical School da NYU (New York University).
  • Palestra sobre Congestive Heart Failure (médico americano, em vídeo).
Postado em 28 de março, 2017 | Blog | Nenhum comentário
Inglês médico: workshops gratuitos ocorrem em março, em Porto Alegre

Estudantes de medicina e residentes já podem se inscrever em três workshops gratuitos que ocorrem em março, em Porto Alegre, e que introduzem uma série de vocabulários, expressões e conteúdos específicos do inglês médico. As aulas serão ministradas pela professora Judith Scliar, especialista em educação e com mais de 30 anos de experiência na docência de inglês médico.

O primeiro encontro ocorre no dia 13 de março, às 20h. Nesse dia, serão realizadas uma discussão de caso clínico (anamnese, exame físico, hipóteses diagnósticas e elaboração do prontuário), apresentação de caso clínico por um residente da Medical School da New York University e palestra em vídeo com médico americano sobre Congestive Heart Failure.

Já no dia 15 de março, às 18h, o encontro é destinado a estudantes que estão iniciando no curso de Medicina. Na aula, serão realizadas discussões de casos clínicos, palestra em vídeo sobre insuficiência cardíaca e apresentação de uma consulta médica.

O terceiro workshop ocorre no dia 20 de março, às 20h, quando será realizado um teste simulado do USMLE (United States Medical Licensing Examination). A atividade será coordenada pelo Dr. Márcio Chedid, cirurgião geral e oncológico. Para essa atividade, os interessados devem ter, no mínimo, nível intermediário de inglês.

Os encontros não possuem dependência entre si, podendo ser participados separadamente. As inscrições devem ser feitas pelo e-mail judithvscliar@gmail.com ou telefone (51) 3331.5423. Outras informações estão disponíveis no site www.judithscliar.com.

Postado em 8 de março, 2017 | Blog | Nenhum comentário
O Estudo Tuskegee sobre a sífilis (1932-1972)

O Estudo da Sífilis Não-Tratada de Tuskegee foi um ensaio clínico levado a cabo pelo Serviço Público de Saúde dos Estados Unidos em Tuskegee, Alabama entre 1932 e 1972, no qual 399 sifilíticos afro-americanos pobres e analfabetos, e mais 201 indivíduos saudáveis para comparação, foram usados como cobaias na observação da progressão natural da sífilis sem medicamentos. Esta foi um dos mais lamentáveis episódios da História da Medicina dos Estados Unidos.

Não foi dito aos participantes do estudo de Tuskegee que eles tinham sífilis, nem dos efeitos desta patologia, e eles não deram consentimento informado, tendo-lhes sido dito que tinham “mau sangue” e que se participassem receberiam tratamento médico gratuito, transporte para a clínica, refeições e a cobertura das despesas de funeral. Não podemos também deixar de lado o fato de que os voluntários eram uma fácil disponibilidade e suscetibilidade a manipulação, principalmente se levarmos em conta a situação financeira deles juntamente com os benefícios.

“O Estudo de Tuskegee não tinha relação com tratamento. Não foram testadas novas drogas, nem foi feito qualquer esforço para estabelecer a eficácia das velhas formas de tratamento. Foi uma experiência não terapêutica com o objetivo de compilar dados sobre os efeitos da evolução espontânea da sífilis em homens negros. O grau dos riscos tomados com as vidas dos sujeitos envolvidos torna-se mais claro quando alguns fatos básicos da doença são conhecidos” (JONES, 1993: 2).

A partir da década de 50 já havia terapêutica estabelecida para o tratamento de sífilis, mesmo assim, todos os indivíduos incluídos no estudo foram mantidos sem tratamento. Todas as instituições de saúde dos EUA receberam uma lista com o nome dos participantes com o objetivo de evitar que qualquer um deles, mesmo em outra localidade recebesse tratamento.

Foram escritos 13 artigos científicos sobre o estudo, os mais importantes foram os de 1936, 1952 e 1961, e em todos era explícito o não tratamento, por vezes os artigos geraram polêmica, mas esta logo foi superada, mostrando que a história ideológica era muito presente mesmo no mundo acadêmico.

Quando o estudo chegou ao fim, apenas 74 dos pacientes da que participavam da experiência estavam vivos; 25 tinham morrido diretamente de sífilis; 100 morreram de complicações relacionadas com a doença; 40 das esposas dos pacientes tinham sido infectadas; e 19 das suas crianças tinham nascido com sífilis congênita.
A denúncia do caso à imprensa por um membro da equipe ditou o fim do estudo. Como repercussão deste caso, vários institutos de ética médica e humana foram criados. Foram, também, criados programas governamentais e atribuídas indemnizações para os descendentes e alguns sobreviventes da experiência.

Muitas pessoas contraíram sífilis ao longo do estudo, bem como muitos recém-nascidos, e os EUA pagaram mais de dez milhões de dólares em indenizações para mais de 6.000 pessoas, mas somente em 16 de maio de 1997 o Presidente Bill Clinton pediu desculpas formais para os cinco sobreviventes que compareceram à solenidade na Casa Branca.

Postado em 20 de junho, 2016 | Blog | Nenhum comentário
História da Vacina

A história da vacina se inicia há mais de mil anos no Continente Asiático, onde os chineses, haviam desenvolvido a Variolização, que era o contato das secreções de pústulas de indivíduos infectados para indivíduos sãos, para induzir quadros leves da doença. Não era um método sem riscos, com taxas de letalidade de 1% a 2%, contra cerca de 30% da doença natural, que se propagou pelo continente asiático e africano, chegando a Europa no início do século XVIII.

EDWARD JENNER, um médico inglês, nascido em Glouscesteshire (1749-1823) observou que um número expressivo de pessoas mostrava-se imune à varíola. Todas eram ordenhadoras e tinham se contaminado com cowpox, uma doença do gado semelhante à varíola, pela formação de pústulas, mas que não causava a morte dos animais. Após uma série de experiências, constatou que estes indivíduos mantinham-se refratários à varíola, mesmo quando inoculados com o vírus.

Em 14 de maio de 1796, Jenner inoculou James Phipps, um menino de 8 anos, com o pus retirado de uma pústula de Sarah Nelmes, uma ordenhadora que sofria de cowpox. O garoto contraiu uma infecção extremamente benigna e, dez dias depois, estava recuperado. Meses depois, Jenner inoculava Phipps com pus varioloso. O menino não adoeceu. Era a descoberta da vacina. E como eram as ordenhadeiras que desenvolviam cowpox e não adoeciam, daí resultou o nome do latim: vaccínia.

A partir de então, Jenner começou a imunizar crianças, com material retirado diretamente das pústulas dos animais e passado braço a braço. Amostragens chegaram ao Brasil em torno de 1840, trazidas pelo Barão de Barbacena, sendo utilizadas principalmente na proteção de famílias nobres. Posteriormente, o cirurgião Barão de Pedro Afonso, criou um Instituto privado para o preparo de vacina anti-variólica no país, sendo mais tarde encarregado pelo governo de estabelecer o Instituto Municipal Soroterápico no Rio de Janeiro, posteriormente, Instituto Oswaldo Cruz.

Mas a Vacina não foi muito bem aceita no Brasil, e em 1904, estourou a “Revolta da Vacina”, na então capital Rio de Janeiro, que passava por um período conturbado pela crise econômica e sanitária, com um Sistema de Saneamento básico falho, que repercutia em frequentes epidemias de febre amarela, peste bubônica e varíola.

O médico e sanitarista Oswaldo Cruz foi designado pelo presidente para ser o chefe do Departamento Nacional de Saúde Pública, com o objetivo de melhorar as condições sanitárias da cidade.

A vacinação contra a Varíola era obrigatória e mesmo seu objetivo sendo positivo, foi aplicada de forma autoritária e violenta, com agentes sanitários invadindo casas, ocasionando destruição de bondes e apedrejamento de edificações públicas, e culminaram com a Revogação da Lei da Vacinação Obrigatória, em 16 de Novembro de 1904, pelo presidente Rodrigues Alves.

Postado em 9 de junho, 2016 | Blog | Nenhum comentário
Dicas de Sites de preparação para o USMLE

Dicas do Dr. Carlos Eduardo Cunha que participou do workshop com teste simulado do USMLE com o Dr. Márcio Chedid dia 21 de março. O Dr. Carlos Eduardo está se preparando para as provas do USMLE e deu algumas dicas muito interessantes:

  1. Consultar o site do NBME (https://nsas.nbme.org/home) cuja utilidade é  fazer testes diagnósticos. Sugiro  fazer no mínimo 3 testes durante a preparação, tanto o Step 1 quanto o Step 2CK  (Clinical Knowledge). É necessário pagar $60 (dólares)  para ter acesso a cada teste; A utilidade destes testes é justamente saber como está sua preparação; é como se fosse uma foto do seu desempenho naquele momento, uma vez que o testes vem com o score correspondente.
  2. O site UWorld (usmleworld.com) é um qbank com mais de 2 mil perguntas similares ao board que dão ao candidato um  feedback após cada questão feita. É de grande ajuda para as pessoas que preferem uma preparação com mais interatividade. Eu utilizei como meu método principal de estudo.
Postado em 3 de abril, 2016 | Blog | Nenhum comentário

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